” Octávio Machado e adjunto não quiseram Jardel “

“Um dos melhores adjuntos de sempre do FC Porto” teve um papel preponderante, já como treinador principal, na ida de Mário Jardel para o Sporting, em 2001/02. Esta foi uma das ideias fortes, não antes assumida de viva voz, da edição de ontem da série documental “Ironias do Destino”, na qual Pinto da Costa passa em revista os seus 39 anos de presidência.

“As coisas não correram muito bem, é assim a vida dos treinadores, mas foi uma pessoa que marcou corretamente a sua passagem pelo FC Porto”, disse Pinto da Costa, sobre Octávio Machado, recordando detalhadamente o processo vivido com Mário Jardel: “Ele ficou livre inesperadamente e mostrou vontade de vir para o FC Porto. Dissemos que sim, foi até o Reinaldo Teles que o foi buscar ao aeroporto. Saiu de lá já com o cachecol do FC Porto, durante a tarde comprou até um apartamento no Porto e depois estava tudo para se consumar no dia seguinte. À noite, eu e o Reinaldo Teles fomos ao hotel Tivoli, onde a equipa estava e dissemos ao Octávio e ao adjunto, o Rui Oliveira, que havia a possibilidade de o Jardel vir e eles acharam que não queriam. Lembro-me de dizerem que tinham a equipa montada para jogar em 4x4x2 e o Jardel não cabia nesse esquema. Sobretudo, foi influência do professor, entendeu que não. É evidente que contratar um jogador que os técnicos não querem não fazia sentido.”

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