Luís Martins arrasa árbitro Hugo Miguel

O Sporting B foi goleado este sábado no reduto do Famalicão (6-0) e Luís Martins deixou claro que a expulsão de Ary Papel aos cinco minutos foi uma má decisão, a qual foi determinante para que se registasse o volumoso resultado no final do jogo da 14.ª jornada da 2.ª Liga. Por isso, o treinador da equipa leonina evocou o nome do presidente Bruno de Carvalho e não poupou nas críticas que fez a Hugo Miguel, revelando mesmo que o árbitro “ameaçou outro jogador” antes de mostrar o cartão vermelho direto ao angolano, alegadamente por palavras dirigidas a um dos auxiliares.

“[A expulsão] Foi aos quatro [minutos] mas podia ter sido antes, porque o árbitro ameaçou outro jogador antes de que o expulsava”, começou por dizer Luís Martins na flash interview da Sport TV,  prosseguindo: “Para explicar isto tenho de me socorrer de algumas coisas que o meu presidente tem dito e que, se nós quisermos analisar estes momentos todos que estão aqui em equação, em análise, nos ajudam a entender algumas coisas.”

“Uma frase num jogo pode mudar o resumo do jogo. Não tirando o mérito do Famalicão e não ilibando as nossas responsabilidades, sugeria ao senhor árbitro que fizesse alguma ação de coaching, na qual pudesse saber quem é hoje, que recursos tem, o que quer ser amanhã e que recursos pode ter. No plano de ação eu ajudava-o porque aquilo que aconteceu aqui hoje é inadmissível – que um jogo fique assim manchado, com aquilo que as leis da UEFA dizem sobre evitar cartões vermelhos, pois há cartões amarelos no futebol”, reforçou o treinador da equipa B do Sporting, remetendo para o incidente entre o árbitro Jorge Sousa e o guarda-redes leonino Vladimir Stojkovic, no jogo frente ao Real, a 20 de agosto:

“Aquele episódio do Jorge Sousa que sucedeu há uns meses, se calhar, é uma boa explicação. Não concordamos com este tipo de coisas – ninguém concorda, a bem do futebol. O Ary Papel não disse nada de mais e mesmo que tenha dito penso que o senhor árbitro Hugo Miguel tem condições para fazer muito melhor. Não estou a dizer nada em relação ao seu caráter, à sua idoneidade, mas estou a dizer que nós, como eles, temos de tomar decisões e as decisões tem de ser ponderadas, criteriosas.”

“Se fosse um árbitro jovem, poderia perceber isto, mas como é alguém já com muita experiência não consigo entender… a não ser que faça a tal formação de coaching e que leia todas as cartilhas que tem e estão aí para ler porque temos de aprender a fazer isto. Se não, eles [árbitro] estão a pedir, e bem, pacificação no jogo, e nós temos continuamente este tipo de coisas. Você [jornalista] antes perguntou ao meu jogador [Mauro Riquicho] porque é que nós não ganhamos fora… vejam porque é que aconteceram os resultados, como são os eventos do jogo. Hoje foram seis, mas poderiam ter sido doze. No Nacional estivemos a ganhar até aos 90’+6, mas depois houve um árbitro que entendeu marcar um penálti que não existia. E assim sucessivamente…”, reforçou, encerrando:

“É evidente que isto é um plano de crescimento e nós não vamos anular este plano para a equipa. Estes jogadores têm crescido, têm sido briosos – ainda hoje foram corajosos -, mas não é fácil ter a mesma atitude e empenhamento perante situações como esta, que nos estão a ocorrer fora de casa há três meses. Outra forma de ver as cosias é que há três jornadas que não perdíamos. Estamos tranquilos em relação ao que podemos fazer, mas às vezes há aspectos que são exteriores ao nosso desempenho que nos marcam e não há nada a fazer.”

Fonte: record.pt

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